sábado, 23 de junho de 2018

Axexê, por Maria Lila


Iansan, por Carybé


Sem o axexê não existe o começou, não há existência, ele é a a 

passagem da existência individual de cada um, pois o corpo

 aqui no aiê, a terra, é apenas um duble, um instrumento. E o

 fim dessa passagem que dá inicio a um dos rituais mais

 emocionantes do candomblé.



A Origem

quinta-feira, 21 de junho de 2018

O ritual de axexê de Athur Leandro, o Táta Kinamboji



Cerimônia do axexê será dia 25, 26 e 27 de junho.


axexê


substantivo masculino
  1. RELIGIÃOBRASILEIRISMOBRASIL
    ritual fúnebre afro-brasileiro, com dança e cânticos, que se realiza nos candomblés por ocasião da morte de um pai de santo, filho de santo ou ogã [Inicia-se após o enterro, dura de três a sete dias, conforme a importância do falecido, e tem como finalidade libertar da matéria a alma do morto.].

 


Ficha Youtube:

Obra invisível para população invisível/ espectador específico - Totem monumento:
 A mata da CEASA é considerada como área vermelha para a polícia do Pará, tida como ponto de desova de defunto e temida pela maioria da população, mas um lugar frequentado pelos povos tradicionais de matriz africana, um lugar de oferendas... Um marco monumento escondido numa clareira da mata, assim é As mata tem moradô, de Táta Kinamboji (Arthur Leandro), para ele é uma obra invisível para um povo invisível, para espectador específico, arte pra ser vista apenas por quem frequenta o local, ou por seus irmãos de terreiro.

Kiua Nangetu! Poéticas visuais de resistência negra - é um projeto de vivências poéticas, intervenções midiáticas e outras intervenções urbanas com artistas do terreiro ”Mansu Nangetu" e artistas de outros terreiros convidados, com obras e poéticas oriundas do cotidiano das práticas tradicionais dessa comunidade de terreiro afro-amazônico e seus parceiros, para acontecer durante o mês de maio de 2015, mês de encerramento das comemorações dos 10 anos de criação do Instituto Nangetu.

O projeto Kiua Nanguetu! foi contemplado na 3ª edição do Prêmio Nacional de Expressões Culturais Afro-brasileiras, tem a parceria entre a Fundaçãpo Cultural Palmares e o Centro de Apoio ao Desenvolvimento Osvaldo dos Santos e Neves (Cadon), e patrocínio da Petrobrás que premiou 25 projetos de artistas, grupos e companhias que atendam à estética negra nos segmentos dança, artes visuais, teatro e música.

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Preparativos para o axexê de Tata Kinamboji

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Rádio Exu carrega o nome de um dos orixás mais demonizados pelas religiões cristãs

https://spinpreto.blogspot.com/2018/06/contra-intolerancia-radio-exu-busca.html


A Rádio Exu...audio

https://soundcloud.com/radioagenciabdf/contra-intolerancia-radio-exu-busca-valorizar-cultura-e-religioes-de-matriz-africana



Ouça a Rádio Exu

http://radioexu.com/



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Funeral para Zumbi dos Palmares

Candomblé: Axexê aos mortos no Cemitério Ricardo

Pierre Verger



http://www.candomblesemsegredos.com.br/blog/cultura?p=4&cat=cultura

ÁSÉSÈ (AXÉXÉ)

Ásèsé – Origem das origens

Mawá, Mawá, Mawá

Vodunci ilé Mawá

Vodunci ilá Mawá

Lése Korré zó

Tradução:
“Se Ikú não chegar, adoremos Oxum
Se Ikú não chegar, adoremos Orixá
Se ikú realmente chegar, não adianta Ikú receber sacrifício”



Na religião dos orixás, inkicies e voduns ser iniciado significa acordar nossa memória ancestral esquecida e restabelecer os elos que nos trouxeram para esse mundo (Aye). É nesse momento que costumamos dizer que “nascemos” dentro da Religião. Esse nascimento marca outra forma de encarar e nos relacionar com o mundo que nos cerca, pois passamos a reconhecer não apenas a entidade mítica que nos confere individualidade (orí), como também aquela que herdamos de nossos ancestrais (orixá).

E fibò erù máa lo

Ìkú bá lè

Bá lè yìí bèrù

E fíbò èrù máa lo

Ìkú bá lè, a f’orí bá lè ó

Dentro da tradição Ketú, acredita-se que quando alguém vem ao mundo trás consigo quatro elementos vitais: emí, orí, orixá e egun. O emí é o sopro vital dado pelo Criador (Olorún), sem ele não existiria vida. Já orí representa nossa cabeça espiritual, moldada por Babá Ajalá, no Orún. Antes de nascermos no aye (Terra), nosso orí caminha muito, antes de aqui chegar. Esse caminho, escolhido por orí, nunca é esquecido e vai definir o que chamamos por Odú. Cada orí, portanto irá ter o seu próprio caminho, seu próprio odú. Durante essa viagem nosso Orí “aprende” a gostar de algumas coisas e também a se desagradar com outras. Cabe ressaltar que a partir do momento de nosso nascimento na Terra já temos um “destino” a cumprir, nossas potencialidade e limitações já podem ser conhecidas. Não se altera o odú, o máximo que podemos fazer é amenizar as situações que nos são desfavoráveis, uma vez que Orí tentará reproduzir no Ayé tudo por que passou, antes de aqui chegar.

De quem é o morto?


De quem é o morto?
Oferendas em um ritual de axexê
De quem é o morto?
por Pai Rodney
Há algo que um iniciado no candomblé possa fazer em vida para garantir que seus ritos fúnebres sejam cumpridos?



A quem pertence o morto? Quem é o dono do defunto? A morte de um iniciado no candomblé requer uma série de rituais. Na maioria das religiões, é recebida com dor e tristeza, por vezes resignação, amenizadas pelas rezas, orações, ladainhas, missas ou cultos. Pela certeza da continuidade em outro plano. Pela promessa da vida eterna, da reencarnação ou da ressurreição.

Programa no Reino de Obá Kossô nº 55 - Axexê, Vumbe e Abiku





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Programa Ifá Bowale - Falando sobre Àbíkú, Egbe Orun.
Awo Ifa Bowale
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II Seminário sobre Ntambi, Axexê e Sínhún - Tat'etu Sessimean



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Pablo Silva
Pablo Silva
10 meses atrás
o cara é muito inteligente e centrado sem deixar o assunto se perder como eu vi em outras oportunidades, meus parabéns Geraldo, mukuiu.

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Candomblé: o Axexê



43:39
RODA DE IANSÃ #1 DOTÉ LUIZ DE IANSÃ 30 ANOS (IN MEMORIAM)
TV Mojubá
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Candomblé: Axexê Ritual Ao Morto



O Axexê cerimônia (ritual) realizado após o ritual fúnebre (enterro) de uma pessoa iniciada no candomblé.Tudo começa com a morte do (Elegun ou Vodunci) iniciado, chamado de ultima obrigação, este ritual é especial, particular e complexo, pois possibilita a desfazer o que tinha sido feito na iniciação de santo, é bem semelhante com o processo iniciático chamado de sacralização, só que agora este procedimento é uma inversão chamada de dessacralização, no sentido de “liberação do Orixá protetor do corpo da pessoa”.



B.B. King morreu aos 89 anos em Las Vegas


por Tony Capellão

O cantor e guitarrista B.B. King, lenda do blues, morreu aos 89 anos em Las Vegas, informam as agências internacionais. O músico morreu em casa às 21h40min (horário local) de quinta-feira, conforme seu agente Brent Bryson.



O cantor esteve hospitalizado em abril para tratar de uma desidratação causada por uma diabetes do tipo II. Em outubro de 2014, o cantor também teve de ser internado e cancelou uma turnê que iria fazer nos Estados Unidos por recomendação dos médicos.

onsiderado o Rei do Blues, B. B. King influenciou uma geração de músicos, como Eric Clapton, Mike Bloomfield e Stevie Ray Vaughan. Segundo uma lista da revista Rolling Stone, ele era o terceiro maior guitarrista do mundo — atrás apenas de Jimi Hendrix e Duane Allman. No dia 1º de maio, uma mensagem do músico foi postada em sua página oficial no Facebook. Nela, B.B. King informa sobre sua recuperação em casa e agradece às orações por sua saúde.

B. B. (sigla para Blues Boy) King nasceu Riley B King em Indianola, Mississippi, em 16 de setembro de 1925. Quando era jovem, trabalhou no campo com os pais. Com a música dos colegas de trabalho no campo, o blues foi a primeira introdução à música que ele se dedicaria e da qual se tornaria o principal representante.


O primeiro violão foi comprado quando ele era adolescente, para tocar em igrejas. Em 1947, B.B. King mudou-se para Memphis, onde começou a trabalhar em uma rádio. Uma das histórias que contam sobre Lucille, o nome de sua guitarra, é que ele voltou para salvar o instrumento em um clube onde tocava e pegou fogo após uma briga por causa de uma mulher — chamada Lucille.

O primeiro disco saiu em 1949 e o músico liderou as paradas de rhytm and blues com Three O’Clock Blues. A canção permaneceu no número um por 17 semanas. Muitas de suas primeiras gravações foram produzidas pelo lendário Sam Phillips, que viria a fundar a Sun Records. Outros discos de sucesso foram Sweet Black Angel, Rock Me Baby and Every Day I Have the Blues. Por causa disso, B.B. King se apresentou em locais como o Teatro Apollo, no Harlem, New York.

Conforme a BBC, foi graças à influência de bandas britânicas como os Yardbirds, The Animals e os Rolling Stones que as audiências brancas, primeiro no Reino Unido e mais tarde nos Estados Unidos, começaram a gostar de blues.
B. B. King começou a ser aceito em locais que por muito tempo haviam sido fechadas para músicos negros. Um de seus momentos mais emocionantes foi quando ele recebeu uma ovação de pé por um público principalmente composto de brancos no teatro Fillmore West, em San Francisco, em 1968.



No Reino Unido, The Thrill is Gone figurou em um top vinte nas paradas, em 1969. Vinte anos depois, o sucesso feito com a gravação de When Love Comes To Town, juntamente com a banda U2.a